domingo, 6 de dezembro de 2015

(quase) férias

Chegou dezembro, o meu mês. Tempo de festas, sol, praia, férias e planejamentos para um novo ano que vai chegar. 
Hoje eu estou aqui me dando este "presente" de escrever porque agora tenho tempo para isso. Agora eu tô naquela fase do "já não tenho nada para fazer" e diante de tantos pensamentos, é melhor colocar as palavras neste abandonado lugar.

Eu adoro fotografar, mas por alguns motivos básicos preguiça, medo de sair com a câmera, dúvidas  não tá rolando... vamos ver se depois de tantas férias assim, mortas, eu tomo vergonha e vou fazer o meu grande hobby se tornar realidade. 
Adoraria colocar as minhas fotos com legendas de músicas... 

Tá na hora, né, Catarina, de colocar isso em prática. 

Plano para as férias (semi férias pois tenho aula em janeiro)
- Estudar um pouco de inglês;
- Ler;
- Fotografar;
- Cuidar mais do meu cabelo;
- Correr e fazer exercício em casa;
- Cozinhar um pouco.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

é segredo, mas nem tanto assim (acho)

O que eu quero, secretamente, é ficar bem fragilizada, ter um pirepaque e ficar doente. Sei lá, passar uns 4 dias no hospital. 
aí vão me demitir, eu vou ficar em casa e depois eu vou procurar um trabalho "decente" onde eu não preciso trazer trabalho pra casa. chega. tô exaurida :(

sábado, 29 de agosto de 2015

vida que segue

Depois de muito tempo, essa é a primeira vez que me sinto sozinha, totalmente sozinha. É certo que por muitas vezes eu estive bem em minha própria companhia, vendo meus filmes, olhando o Facebook alheio ou simplesmente deitada ouvindo música. 
O que eu me pergunto agora é se eu realmente eu necessito sempre me movimentar para as pessoas me verem, saberem que eu existo. Sério, meu telefone não toca. E eu prefiro acreditar que as pessoas são/estão ocupadas. 

Recomeçar o dia é sempre uma tarefa árdua e, paradoxalmente, cansativa. Sim, levantar é muito ruim. Aos poucos as obrigação surgem quando de repente estou inserida nelas sem um pingo de atenção com o que ocorre à minha volta. A locomoção, o comer, o pensar... insuportável. Ok, eu estou com um pé no princípio de uma possível depressão mas (ainda) não cheguei lá: eu já subi e desci diversas vezes ao buraco nestes últimos tempos. 
Desta vez veio com força. E estou viva. 


segunda-feira, 29 de junho de 2015

Eu (não) morri

É verdade, faz um século de exagero que não escrevo mas é, eu voltei. 

Eu só não tenho ninguém para falar o que quero, e são duas coisas:

1. Eu gostaria de me enfiar em um buraco. Sabe quando aqueles duendes noruegueses aparecem do nada? Então, eu queria me jogar ali de onde eles saem, pra sempre, e depois puxar uma pedra por cima;

2. Eu só quero acreditar que o perdão é algo que está lá no Juízo Final (se é que existe). E que o perdão pode ser dado mesmo quando você erre mil vezes querendo acertar. 

Fim.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Lógica

Ontem, depois de muito tempo sem fazer isso, fui ao cinema sozinha. Na verdade, fazia muito que eu não ia ao cinema... fui semana passada com um amigo a convite dele e ainda fiquei super relutante. Não sei o porquê disso. Assim resolvi encarar a solidão de forma positiva e fui sozinha assistir Ida. Um bom filme, aliás, mas daqueles que o grande público odiaria com todas as formas... até eu cochilei mas consegui enxergar a sua arte exposta. 

Ah, e também fui ver a exposição de Miró na Caixa Cultural. Me lembrou vagamente à minha passagem por Madrid. Farei o maior esforço do mundo para tentar recuperar meu lado artístico e intelectual que tanto perdi nos últimos tempos. Amo viver a realidade nua e crua, só que reconheço minha fraqueza. Será que o amor se foi junto com a aquarela da minha vida?

O mundo sem arte é um pátio descampado em cores branca, marrom, cinza e preto. Venta um pouco também. Não há vida. 

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Sobre Jean Balthazard

Se eu tivesse que definir você, talvez começasse pelo seus olhos. Ora, eu sempre estou tão acostumada a ouvir as belas palavras das pessoas em relação aos meus olhos que desta vez que queria começar a falar sobre os seus. O interessante é que você muito pouco falou do meu olhar - o conjunto te agradava mais. Acredito piamente no seu olhar e na sinceridade quase canônica em que eu vi as palavras saindo deles. Não consigo lembrar direito a cor - mas era um verde escuro quase banhado em azul, que ao sol ficava quase cinza (!). Esse é você representado pelo seu próprio corpo. 

Não vou conceituar cada parte do seu magrelo corpitcho mas preciso ressaltar que sua beleza seria inútil se eu não resolvesse olhar para dentro de você. Conheci e conheço tantos estrangeiros, tão mais belos, tão mais corpudos, mais velhos, que moram aqui, que festejam, mas quase nenhum teoriza a vida e forma bela como você, garoto. Acho que você deve ter sido daqueles meninos que demoram muito de nascer e com um fio de vida, vive o que pode. Sente o que pode. Sonha que pode. 

Das poucas vezes que te vi esboçar sorrisos descobri que existe alguém com sentimentos tão puros e que só quer dizer "eu também sinto". Não risos alcoólicos, mas risos naturais... a sensação que eu tenho é que suas dores são tão constantes quanto as minhas, mas você aprendeu a canalizá-las. Eu não. A aceitação de um mundo menos doloroso faz parte de alguma coisa que, talvez, eu seja imatura o suficiente para achar que posso viver em uma redoma e sugar algo para dentro. Os melindres da vida fazem parte de mim e você pôde perceber. 

E eis que você pinta! Sabe usar bem as mãos em ser artista. Claro, eu já te falei o quanto invejo isso, afinal de contas, eu sou um zero à esquerda com pincéis e telas. Sempre tirei notas baixas em Desenho, Artes, Geometria... aiai. Queria que você ganhasse o mundo assim... aliás, vai ganhar. Não vou dizer as coisas no futuro do pretérito se você sabe melhor do que eu a fazer futuro do presente. Eu até tento escrever para desabafar, mas minhas palavras não são tão boas... eu achava que seria uma boa artista. Ledo engano.

Sinceramente, eu sinto muito a sua falta. Não são saudades catastróficas, de uma morte lenta que um dia vai me tomar. É simplesmente não conseguir entender - e aceitar - porque alguém que se parece tanto comigo e busca algo, precisa ir para longe de mim. A tal falta de aceitação não me deixa ir para frente, até porque eu não sei como fazer isso. Aliás, eu até sei porque estava caminhando antes de você aparecer, mas tudo desandou. A ansiedade, a beleza, a paixão, a saudade, o carinho, isso e tudo mais apareceu repentinamente. 
Você me ensinou belamente que eu ainda tenho a capacidade de amar, Jean. Amar puramente aceitando os defeitos e vivendo como pode. Me ensinou a entrega, outras visões, a aceitar que alguém me ame, a amar a mim mesma. Você me disse tanta coisa que agora acredito... me disse até que é possível que eu tenha crianças e conte essa história! Você acredita mais em mim do que eu mesma. Obrigada por tudo.

Não vou fazer promessas, nem cobranças, nem pedidos. A vida pode nos aproximar nem que seja para uma simples amizade, ou um simples encontro no metrô, ou até inimigos, quem sabe. Por enquanto, ainda dói a falta. Lacera, corrói, queima, corta. Vai invadindo aos poucos as minhas noites e dias ao ver que você está vivo, sem poder estar fisicamente ao meu lado. Meu peixinho, meu menino, os dias 16 de dezembro sempre terão um gosto de chuva, caipirinha e uma leveza do encontro. Obrigada por me fazer viver...



"e é só você que provoca essa saudade vazia
tentando pintar essas flores com o nome
de amor-perfeito
e-não-te-esqueças-de-mim..."

sábado, 27 de dezembro de 2014

após dias maravilhosos, senti novamente o que é a solidão. uma espécie de amor que vai embora, e não volta mais. se instalou em mim uma saudade diferente, que de tanto sentir saudades, se acostuma com a falta. é terrível. claro que não posso esquecer os momentos inesquecíveis, um aprendizado sublime que tomou conta de mim após o meu aniversário. 
a comparação que eu faço é: temos 24h no nosso aniversário, um dia exclusivo, um dia pessoal. mas papai do céu me foi boa, e me deu um presente de 6 dias. é inexplicável. infelizmente houve a perda, a separação... doeu, mas foi bom.
para você, papai noel deu a você um presente: eu.

me pergunto todos os dias porque você foi embora, mas tento extrair o lado positivo (e eu que sou tão negativa...).


após dias perdidas e conseguindo hoje me encontrar após um turbilhão de sentimentos, eis que algo muito ruim acontece. estou sem rumo hoje. um pouco sem chão. a cada dia que passa a vida me traz uma surpresa... às vezes é difícil ser forte.